
A proteção de mamíferos marinhos e aquáticos ameaçados exige, hoje mais do que nunca, cooperação científica internacional. Muitas espécies vivem em regiões que se estendem por vários países, enquanto ameaças como capturas acidentais, perda de habitat, poluição ambiental ou mudanças climáticas aumentam continuamente. Para que se possam desenvolver medidas de proteção eficazes, é necessário compartilhar internacionalmente os conhecimentos científicos, as experiências da pesquisa de campo e as abordagens práticas de conservação da natureza.
Para a YAQU PACHA, a colaboração entre a ciência, os parceiros locais e a população local desempenha um papel fundamental. A proteção sustentável só é possível quando os resultados da pesquisa são traduzidos em medidas concretas e, ao mesmo tempo, se leva em conta a chamada “dimensão humana” – ou seja, o envolvimento ativo de comunidades pesqueiras, estudantes, organizações locais e redes regionais. Não se trata apenas de troca de conhecimento, mas também de capacitação de longo prazo, do fomento da expertise local e do desenvolvimento conjunto de soluções práticas para as pessoas e a natureza.
Congressos internacionais, cooperações de pesquisa e projetos conjuntos de conservação não só permitem a troca de conhecimentos científicos atuais, como também promovem parcerias de longo prazo para a proteção de espécies ameaçadas, como, por exemplo, as vaquitas, os golfinhos de rio ou os peixes-boi. O apoio a jovens cientistas locais e profissionais da área é de grande importância para desenvolver, a longo prazo, expertise regional na proteção de mamíferos marinhos e espécies, bem como para fortalecer estratégias de proteção sustentáveis nos respectivos países.
Por isso, a YAQU PACHA apoia redes científicas, projetos de pesquisa e o intercâmbio internacional de conhecimento e experiências. Afinal, a conservação bem-sucedida das espécies não se baseia apenas na pesquisa, mas na cooperação científica, na confiança e em soluções conjuntas para o ser humano e a natureza.


